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7 de setembro de 2010

Já não lhe tenho mais...

Sinto falta do teu afago e do teu peso sobre meu peito.
Sinto falta do teu cheiro, sinto falta do teu desejo, dos seus abraços e beijos.

Sinto falta do teu carinho, da tua mão no meu rosto e da tua pele junto da minha.
Sinto falta de lhe ouvir cantar, do seu doce sussurrar e daquele nosso jeito de amar.

Sinto falta da tua presença, da tua textura. Sinto falta de enjoar da tua face, do teu carinho matinal e de toda aquela nossa ternura.

25 de agosto de 2010

Um dia Deus disse...

Eu sou o ar que vira vento e carrega a água, que vira ondas e também a fortalecer o fogo. Mas as ondas caem sobre o fogo que para na terra seca que vira barro.

Bruno Betat Navarro

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Esse texto foi escrito por meu sobrinho, de 9 anos, que escreve boas e concisas poesias.
Apesar de novo, a fruta nunca cairá longe do pé.
Em breve postarei mais textos de autoria dele como havia prometido há algum tempo.
Comentem, ele gosta de saber como está indo.

4 de agosto de 2010

Espraiadas de Dejetos

Ah! a praia!
Linda beirada continental imunda
Cheia dos seus impregnantes
Onde banhistas empanam a bunda

Penso no que seria destas
Sem suas belezas reciláveis.
Dejetos de luxúria,
Compostos deterioráveis.

Anos luz em sua vida deplorável.
Datas incontáveis, desaproveitáveis
De atitudes deploráveis

31 de julho de 2010

Moleza

A noite chegou até nós afinal.
Depois de uma longa tarde chuvosa.
Tarde essa ancorada na preguiça comum,
Imóvel, sem incentivo algum.

A vontade não me foge,
Mas a preguiça me atormenta.
Como posso eu estatizar?
Como posso eu resistir?

No mínimo, lamentável
Fixar-me aqui com minha vontade,
Mas que na morosidade é solúvel.

16 de julho de 2010

Jessica

Já pensou se fosse eu um poeta?
E descrevesse você em simples versos?
Seriam apenas nossos desejos escritos.
Seriam somente nossos corpos desnudos.
Instantaneamente algemados.
Compactuantes sem medos
Abençoados por cupidos.

15 de julho de 2010

As mentes perturbadas

O colapso mental dos sentidos,
Acontece quando tentamos distinguir palavras diversas.
Efeitos adversos, sobre simples versos às avessas.
Mas ainda continuo tentando encontrar o porquê
Ou seria porque?
Na verdade nem sei o quê.
Nem entendo as palavras que,
Assim como as mulheres,
Dificultam o entendimento de quem as lê.
Mais ou menos assim, tudo muito demodê.

14 de julho de 2010

O Patinho Feio

Era uma vez um patinho,
Por muitos chamado de feio.
Discriminado, tadinho,
Por todos pertencentes à direita.
Esquerdista por tradição,
Dificilmente trairia sua nação.
Mas sua imagem ainda era de esquerda.
Ainda era de bicho-papão.
Resolveu então inovar,
E um publicitário contratar.
O patinho então disse querer ser eleito.
Mas sem se converter ao lado direito.
Mostrou então aos outros patos da lagoa
Que suas razões era totalmente boas.
Mas hoje, o patinho já eleito,
Virou cisne e nada mais atinge seu peito.
É taxado de Deus e milagreiro,
Mas a miséria continua
Para o povo eleitoreiro.

4 de julho de 2010

Poeta amador (um verso pra você)

Eu te amo baby!!
Te amo com cada parte do meu corpo,
Te amo com a mesma intensidade com que toco.

Te amo cada vez mais,
E a cada vez, mais te amo.

Sou um poeta amador,
Que ama sem pudor.
E que vai te amar,
Na saúde e na doença
Na paixão ou no amor.