16 de julho de 2010

Jessica

Já pensou se fosse eu um poeta?
E descrevesse você em simples versos?
Seriam apenas nossos desejos escritos.
Seriam somente nossos corpos desnudos.
Instantaneamente algemados.
Compactuantes sem medos
Abençoados por cupidos.

15 de julho de 2010

As mentes perturbadas

O colapso mental dos sentidos,
Acontece quando tentamos distinguir palavras diversas.
Efeitos adversos, sobre simples versos às avessas.
Mas ainda continuo tentando encontrar o porquê
Ou seria porque?
Na verdade nem sei o quê.
Nem entendo as palavras que,
Assim como as mulheres,
Dificultam o entendimento de quem as lê.
Mais ou menos assim, tudo muito demodê.

14 de julho de 2010

O Patinho Feio

Era uma vez um patinho,
Por muitos chamado de feio.
Discriminado, tadinho,
Por todos pertencentes à direita.
Esquerdista por tradição,
Dificilmente trairia sua nação.
Mas sua imagem ainda era de esquerda.
Ainda era de bicho-papão.
Resolveu então inovar,
E um publicitário contratar.
O patinho então disse querer ser eleito.
Mas sem se converter ao lado direito.
Mostrou então aos outros patos da lagoa
Que suas razões era totalmente boas.
Mas hoje, o patinho já eleito,
Virou cisne e nada mais atinge seu peito.
É taxado de Deus e milagreiro,
Mas a miséria continua
Para o povo eleitoreiro.

12 de julho de 2010

Você me faz tão bem!

Ah como você me faz bem,
Com as tuas poesias, você me cativa e me emociona,
Com as tuas cantorias, você me faz feliz,
Com os teus elogios, deixa-me envergonhada,
Como a tua inteligência, deixa-me fascinada,
Com a tua gana por vida e liberdade, faz com que eu as sinta também,
Com a tua luta, deixa-me “assustada”, porém, interessada.

Nome de poeta, alma de aventureiro,
No teu corpo habita um espírito de guerreiro.
Às vezes certo de si, outras confuso,
Às vezes decifrável, outras uma incógnita.

Quem és tu, poeta, que tenta conquistar-me?
Não o conheço bem, mas sinto como se o conhecesse há séculos,
Estranho sentimento de familiaridade, coisa que nunca senti em tão pouco tempo.
A única certeza que tenho, é que você me faz tão bem.

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Autoria de Karine Refatti

6 de julho de 2010

Ela é como o vento

Me persegue pelas ruas,
Sorrateiramente.
Invade meu corpo sem permissão.
Me percorre todo em segundos,
Não consigo fugir,
Mas ao mesmo tempo,
Eu não tento.

Se fecho meus olhos,
Posso senti-la.
Se os abro, não a vejo.
Meu corpo fica arrepiado com tua presença,
Fica inerte,
E ao mesmo tempo trêmulo,
Numa ânsia de senti-la por completa.

Mas não posso tocá-la
Apenas sei que estás aqui.
Vezes fria, outra um tanto quente,
Como uma brisa de verão.

Me deixe tocá-la
Ao menos uma vez.

Após a chuva

Após a chuva...

...Fica o cheiro de terra,
O cheiro das flores,
E o desejo de amar.

Após a chuva fica,
O barro no calçado,
O tempero no céu,
O brilho do véu,
E a umidade no ar.

Após a chuva fica,
A gota nos óculos,
O pingo no corpo,
E a vontade de sonhar.

Cores bonitas

"Uma amizade colorida é sempre bom,
Ainda mais quando se nela, tem as cores azul e amarelo.
Azul dos teus olhos cor de mar,
Que me fazem navegar na imensidão da tua mente,
E amarelo dos teus cabelos loiros,
Que me iluminam, os olhos,
Refletindo teu brilho interior".

4 de julho de 2010

Please, Please

Estou sufocado e preso a você,
Mas não quero
Me deixe ir.
Por favor!

Não me mantenha prisioneiro a este amor,
Preciso respirar,
Por favor, por favor!

Poeta amador (um verso pra você)

Eu te amo baby!!
Te amo com cada parte do meu corpo,
Te amo com a mesma intensidade com que toco.

Te amo cada vez mais,
E a cada vez, mais te amo.

Sou um poeta amador,
Que ama sem pudor.
E que vai te amar,
Na saúde e na doença
Na paixão ou no amor.

Dias

A cada dia que passa
é um dia a menos,
Um dia a menos em minha vida.
Pois não tenho mais você aqui.

A cada dia que passa,
é um dia a mais.
Um dia a mais, a acrescentar na minha solidão.

Dia após dia,
Eu morro,
Mas ressucito.
Morro por não te ter,
E ressucito para lhe ver.