A abelha pousa na flor
Num movimento sublime.
Atravessa a janela
Aberta aos ventos.
Interessante observar os insetos
E sua maneira simples
De viverem sempre desatentos.
21 de julho de 2010
Perfume
As vezes, em meio a escuridão da noite,
Sinto seu perfume,
Não sei de onde vem,
Mas é como se você estivesse ao meu lado.
O perfume que sinto,
Não é nenhum perfume qualquer,
E sim, o do teu corpo,
Teu corpo suado,
No qual eu adoro deitar.
Saudades de lhe ter aqui na cama,
De lhe ouvir dizer que me ama,
Para mim, nada restou,
Você se foi, sem dizer adeus.
Perdi teu corpo ao meu lado,
Teu carinho,
Teus beijos,
E teu peito suado.
Para mim, nada restou,
Pois de ti a única coisa que sobrou,
Foi o perfume no ar.
Sinto seu perfume,
Não sei de onde vem,
Mas é como se você estivesse ao meu lado.
O perfume que sinto,
Não é nenhum perfume qualquer,
E sim, o do teu corpo,
Teu corpo suado,
No qual eu adoro deitar.
Saudades de lhe ter aqui na cama,
De lhe ouvir dizer que me ama,
Para mim, nada restou,
Você se foi, sem dizer adeus.
Perdi teu corpo ao meu lado,
Teu carinho,
Teus beijos,
E teu peito suado.
Para mim, nada restou,
Pois de ti a única coisa que sobrou,
Foi o perfume no ar.
20 de julho de 2010
Afeto
Me sinto esquisito,
É um aperto,
Uma angustia que eu sinto.
Mas fiquei assim, depois do nosso adeus.
Não sei explicar ao certo,
O que sinto,
Só sei que longe de você,
Minha boca seca,
Meu coração palpita,
E meu corpo anseia pelo calor do teu.
Ao fechar meus olhos,
Imagino você,
Sorrindo magnificamente para mim,
Sorriso este, que vem acompanhado de lindos olhos.
Olhos que me cegam,
E me fazem sonhar,
Sonhar com um futuro, talvez não tão distante.
É um aperto,
Uma angustia que eu sinto.
Mas fiquei assim, depois do nosso adeus.
Não sei explicar ao certo,
O que sinto,
Só sei que longe de você,
Minha boca seca,
Meu coração palpita,
E meu corpo anseia pelo calor do teu.
Ao fechar meus olhos,
Imagino você,
Sorrindo magnificamente para mim,
Sorriso este, que vem acompanhado de lindos olhos.
Olhos que me cegam,
E me fazem sonhar,
Sonhar com um futuro, talvez não tão distante.
18 de julho de 2010
Sala de espelhos
Caminho pela terra,
Com pés cansados.
Pés que já rodaram muito.
Rodaram sem saber ao certo,
aonde teriam que chegar.
Hoje não sei aonde estou,
Nem mesmo sei, quem sou.
Me perdi em meio a tantas, andanças.
Ao me olhar no espelho,
Não me vejo.
Vejo um outro,
No qual, tenho medo de olhar.
Medo de olhar,
E ter a certeza, de que este outro,
Na verdade sou eu.
Me embaraço em palavras,
Tropeço nas letras.
E encontro você nos meus mais escuros pensamentos.
Não, não , não !
Minha mente grita.
Meus poros, exalam um suor contido a anos.
Não sei aonde estou,
Me sinto preso a uma sala de espelhos,
No qual, não descubro onde está minha verdadeira imagem.
Com pés cansados.
Pés que já rodaram muito.
Rodaram sem saber ao certo,
aonde teriam que chegar.
Hoje não sei aonde estou,
Nem mesmo sei, quem sou.
Me perdi em meio a tantas, andanças.
Ao me olhar no espelho,
Não me vejo.
Vejo um outro,
No qual, tenho medo de olhar.
Medo de olhar,
E ter a certeza, de que este outro,
Na verdade sou eu.
Me embaraço em palavras,
Tropeço nas letras.
E encontro você nos meus mais escuros pensamentos.
Não, não , não !
Minha mente grita.
Meus poros, exalam um suor contido a anos.
Não sei aonde estou,
Me sinto preso a uma sala de espelhos,
No qual, não descubro onde está minha verdadeira imagem.
16 de julho de 2010
Jessica
Já pensou se fosse eu um poeta?
E descrevesse você em simples versos?
Seriam apenas nossos desejos escritos.
Seriam somente nossos corpos desnudos.
Instantaneamente algemados.
Compactuantes sem medos
Abençoados por cupidos.
E descrevesse você em simples versos?
Seriam apenas nossos desejos escritos.
Seriam somente nossos corpos desnudos.
Instantaneamente algemados.
Compactuantes sem medos
Abençoados por cupidos.
15 de julho de 2010
As mentes perturbadas
O colapso mental dos sentidos,
Acontece quando tentamos distinguir palavras diversas.
Efeitos adversos, sobre simples versos às avessas.
Mas ainda continuo tentando encontrar o porquê
Ou seria porque?
Na verdade nem sei o quê.
Nem entendo as palavras que,
Assim como as mulheres,
Dificultam o entendimento de quem as lê.
Mais ou menos assim, tudo muito demodê.
Acontece quando tentamos distinguir palavras diversas.
Efeitos adversos, sobre simples versos às avessas.
Mas ainda continuo tentando encontrar o porquê
Ou seria porque?
Na verdade nem sei o quê.
Nem entendo as palavras que,
Assim como as mulheres,
Dificultam o entendimento de quem as lê.
Mais ou menos assim, tudo muito demodê.
14 de julho de 2010
O Patinho Feio
Era uma vez um patinho,
Por muitos chamado de feio.
Discriminado, tadinho,
Por todos pertencentes à direita.
Esquerdista por tradição,
Dificilmente trairia sua nação.
Mas sua imagem ainda era de esquerda.
Ainda era de bicho-papão.
Resolveu então inovar,
E um publicitário contratar.
O patinho então disse querer ser eleito.
Mas sem se converter ao lado direito.
Mostrou então aos outros patos da lagoa
Que suas razões era totalmente boas.
Mas hoje, o patinho já eleito,
Virou cisne e nada mais atinge seu peito.
É taxado de Deus e milagreiro,
Mas a miséria continua
Para o povo eleitoreiro.
Por muitos chamado de feio.
Discriminado, tadinho,
Por todos pertencentes à direita.
Esquerdista por tradição,
Dificilmente trairia sua nação.
Mas sua imagem ainda era de esquerda.
Ainda era de bicho-papão.
Resolveu então inovar,
E um publicitário contratar.
O patinho então disse querer ser eleito.
Mas sem se converter ao lado direito.
Mostrou então aos outros patos da lagoa
Que suas razões era totalmente boas.
Mas hoje, o patinho já eleito,
Virou cisne e nada mais atinge seu peito.
É taxado de Deus e milagreiro,
Mas a miséria continua
Para o povo eleitoreiro.
12 de julho de 2010
Você me faz tão bem!
Ah como você me faz bem,
Com as tuas poesias, você me cativa e me emociona,
Com as tuas cantorias, você me faz feliz,
Com os teus elogios, deixa-me envergonhada,
Como a tua inteligência, deixa-me fascinada,
Com a tua gana por vida e liberdade, faz com que eu as sinta também,
Com a tua luta, deixa-me “assustada”, porém, interessada.
Nome de poeta, alma de aventureiro,
No teu corpo habita um espírito de guerreiro.
Às vezes certo de si, outras confuso,
Às vezes decifrável, outras uma incógnita.
Quem és tu, poeta, que tenta conquistar-me?
Não o conheço bem, mas sinto como se o conhecesse há séculos,
Estranho sentimento de familiaridade, coisa que nunca senti em tão pouco tempo.
A única certeza que tenho, é que você me faz tão bem.
_______________________________________
Autoria de Karine Refatti
Com as tuas poesias, você me cativa e me emociona,
Com as tuas cantorias, você me faz feliz,
Com os teus elogios, deixa-me envergonhada,
Como a tua inteligência, deixa-me fascinada,
Com a tua gana por vida e liberdade, faz com que eu as sinta também,
Com a tua luta, deixa-me “assustada”, porém, interessada.
Nome de poeta, alma de aventureiro,
No teu corpo habita um espírito de guerreiro.
Às vezes certo de si, outras confuso,
Às vezes decifrável, outras uma incógnita.
Quem és tu, poeta, que tenta conquistar-me?
Não o conheço bem, mas sinto como se o conhecesse há séculos,
Estranho sentimento de familiaridade, coisa que nunca senti em tão pouco tempo.
A única certeza que tenho, é que você me faz tão bem.
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Autoria de Karine Refatti
6 de julho de 2010
Ela é como o vento
Me persegue pelas ruas,
Sorrateiramente.
Invade meu corpo sem permissão.
Me percorre todo em segundos,
Não consigo fugir,
Mas ao mesmo tempo,
Eu não tento.
Se fecho meus olhos,
Posso senti-la.
Se os abro, não a vejo.
Meu corpo fica arrepiado com tua presença,
Fica inerte,
E ao mesmo tempo trêmulo,
Numa ânsia de senti-la por completa.
Mas não posso tocá-la
Apenas sei que estás aqui.
Vezes fria, outra um tanto quente,
Como uma brisa de verão.
Me deixe tocá-la
Ao menos uma vez.
Sorrateiramente.
Invade meu corpo sem permissão.
Me percorre todo em segundos,
Não consigo fugir,
Mas ao mesmo tempo,
Eu não tento.
Se fecho meus olhos,
Posso senti-la.
Se os abro, não a vejo.
Meu corpo fica arrepiado com tua presença,
Fica inerte,
E ao mesmo tempo trêmulo,
Numa ânsia de senti-la por completa.
Mas não posso tocá-la
Apenas sei que estás aqui.
Vezes fria, outra um tanto quente,
Como uma brisa de verão.
Me deixe tocá-la
Ao menos uma vez.
Após a chuva
Após a chuva...
...Fica o cheiro de terra,
O cheiro das flores,
E o desejo de amar.
Após a chuva fica,
O barro no calçado,
O tempero no céu,
O brilho do véu,
E a umidade no ar.
Após a chuva fica,
A gota nos óculos,
O pingo no corpo,
E a vontade de sonhar.
...Fica o cheiro de terra,
O cheiro das flores,
E o desejo de amar.
Após a chuva fica,
O barro no calçado,
O tempero no céu,
O brilho do véu,
E a umidade no ar.
Após a chuva fica,
A gota nos óculos,
O pingo no corpo,
E a vontade de sonhar.
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